
Jardim de Delícias, título de uma enciclopédia do século XII da autoria de Herrad de Hohenburg (também conhecida por Herrad de Landsberg). Jardim de Delícias. Jardim de Contemplação. Jardim de Instrospecção. Jardim de Reflexão. Jardim de Comunhão...
terça-feira, junho 19, 2007
No princípio...
102. O Senhor diz:«Aquele que peca é escravo do seu pecado» (Jo 8, 34). É preciso rezar muito para se libertar de uma tal escravidão. Pensamos que a verdadeira liberdade consiste em amar a Deus e ao próximo com todo o coração. A perfeita liberdade consiste em habitar continuamente em Deus.
Silvano do Monte Athos, Escritos Espirituais, Espiritualidade Oriental n.º1, Carmelo do Porto
Silvano nasceu em 1866 na província deTambov, na Rússia central e morreu a 24 de Setembro de 1938. Partiu para o Monte Athos em 1892; aí deveria permanecer até à sua morte, como simples monge. Após um breve período de vida eremítica, permaneceu ao serviço da comunidade do maior mosteiro do Athos: São Pantaleimon - o mosteiro dos russos - trabalhando no moinho na quinta e no economato, encarregado das provisões do mosteiro. A sua existência foi a vida de todo o monge. A banalidade da sua acção esterior e a simplicidade da sua vida interior impediram, até ao fim, que se descobrisse plenamente a sua grandeza espiritual, mesmo aos olhos dos seus irmãos do mosteiro.
terça-feira, julho 25, 2006
Pergunta
É então que Tu abres uma enorme janela só para eu Te vislumbrar, ainda que às apalpadelas na minha tremenda cegueira e surdez, e dá-me ganas de rir e chorar tudo no mesmo instante porque mais nada na vida importa, só Tu. Só Tu. Obrigada pelo milagre da minha existência e desculpa-me os tropeções. Eu prometo aprender. Eu prometo.
Deixar
Deixar, ceder,
Ser como a brisa
Doce e penetrante -
Ser como uma ária assobiada.
Não marteles o ar à tua volta.
Não tens de gritar para que te ouçam.
E o que derrete o meu coração em riso
Poderia derreter o teu, se deixasses.
E onde parece não haver caminho, o caminho aparece
Quando ambos concordam:
"Estamos perdidos - o que havemos de fazer?"
Olha então, o caminho respira
como o restolhar das folhas no silêncio
E dás por ti no Jardim
onde pertences...
I Ching - O Livro das Mutações; M. Palmer, J. Ramsay, Z. Xiaomin; Editora Civilização
segunda-feira, julho 24, 2006
A Fé (Tomo III)
(...) Esse movimento da fé de incontáveis desconhecidos através dos séculos, que nortearam as suas vidas à luz dos valores, dos critérios e das atitudes do homem de Nazaré, que aprenderam com ele que eram bem-aventurados os pobres à face de Deus, os que não recorrem a nenhuma violência, os que têm fome e sede de justiça, que são misericordiosos, fazedores de paz e perseguidos pela justiça; os que aprenderam com ele o respeito e a partilha, o perdão e o arrependimento, a indulgência e a benevolência. Ainda hoje mostram que, a partir do momento em que o cristianismo se inspira realmente no seu Cristo e bebe nele a sua força, pode oferecer uma pátria espiritual onde os crentes se sentem em casa, uma morada da esperança e do amor. Não cessam de mostrar, no quotidinao das suas vidas no mundo, que é possível viver valores superiores, normas incondicionais, motivações profundas e ideais preeminentes. Mostram que a profundidade da sua fé em Cristo lhes permite igualmente superar o sofrimento e a culpabilidade, o desespero e a angústia. Não, a fé me Cristo não se reduz à promessa consoladora de um além; ela conduz também a protestar e a opor-se às condições injustas aqui e agora, nutrida e encorajada como é por uma nostalgia indissipável do «absolutamente outro». (...)
(...) Esse movimento da fé de incontáveis desconhecidos através dos séculos, que nortearam as suas vidas à luz dos valores, dos critérios e das atitudes do homem de Nazaré, que aprenderam com ele que eram bem-aventurados os pobres à face de Deus, os que não recorrem a nenhuma violência, os que têm fome e sede de justiça, que são misericordiosos, fazedores de paz e perseguidos pela justiça; os que aprenderam com ele o respeito e a partilha, o perdão e o arrependimento, a indulgência e a benevolência. Ainda hoje mostram que, a partir do momento em que o cristianismo se inspira realmente no seu Cristo e bebe nele a sua força, pode oferecer uma pátria espiritual onde os crentes se sentem em casa, uma morada da esperança e do amor. Não cessam de mostrar, no quotidinao das suas vidas no mundo, que é possível viver valores superiores, normas incondicionais, motivações profundas e ideais preeminentes. Mostram que a profundidade da sua fé em Cristo lhes permite igualmente superar o sofrimento e a culpabilidade, o desespero e a angústia. Não, a fé me Cristo não se reduz à promessa consoladora de um além; ela conduz também a protestar e a opor-se às condições injustas aqui e agora, nutrida e encorajada como é por uma nostalgia indissipável do «absolutamente outro». (...)
O Cristianismo - Essência e História, Hans Küng
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