segunda-feira, julho 24, 2006

A Fé (Tomo II)

(...) Sustentado pela graça divina, o homem responde a Deus com a obediência da fé, que consiste em confiar-se completamente a Deus e acolher a sua Verdade, enquanto garantida por Ele que é própria Verdade. (...) Significa aderir ao próprio Deus, entregando-se a Ele e dando assentimento a todas as verdades por Ele reveladas, porque Deus é a verdade. Significa crer num só Deus em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. (...) A Fé, dom gratuito de Deus e acessível a quantos a pedem humildemente, é uma virtude sobrenatural necessária para a salvação. O acto de fé é um acto humano, isto é, um acto da inteligência do homem que, sob decisão da vontade movida por Deus, dá livremente o seu assentimento à verdade divina. Além disso, a fé é certa porque fundada sobre a Palavra de Deus; é operante «por meio da caridade» (Gal 5,6); é em contínuo crescimento, graças, em especial, à escuta da Palavra de Deus e à oração. Ela faz-nos saborear, de antemão, a alegria celeste.

Catecismo da Igreja Católica - Compêndio
A Fé (Tomo I)

(...) A essência do quinto chackra é a fé. Ter fé em alguém empenha uma parte da nossa energia nessa pessoa; ter fé numa ideia empenha uma parte da nossa energia nessa ideia; ter fé num temor empenha uma parte da nossa energia nesse temor. Em resultado dos nossos empenhamentos energéticos, nós - as nossas mentes, corações e vidas - interligamo-nos às respectivas consequências. A nossa fé e o nosso poder de escolha são, de facto, o próprio poder da criação. Nós somos os recipientes através dos quais a energia se transforma em matéria nesta vida.

Portanto, o teste espiritual inerente a todas as nossas vidas é o desafio de descobrir o que nos motiva a fazer as escolhas que fazemos, e se temos fé nos nossos medos ou no Divino. Todos precisamos de abordar estas questões como matéria de pensamento espiritual ou em resultado de doença física. Todos nós chegamos a um momento em que perguntamos, Quem comanda a minha vida? Por que é que as coisas não correm como eu quero? Por muito bem sucedidos que sejamos, a determinada altura teremos consciência de nos sentirmos incompletos. Um acontecimento, relação ou doença não planeados demonstrar-nos-ão que o nosso poder pessoal é limitado. Devemos questionar-nos se existe alguma outra "força" em acção nas nossas vidas e perguntar, Porque está isto a acontecer? O que querem de mim? O que se espera que eu faça? Qual é o meu propósito? (...)


Anatomia do Espírito, Caroline Myss

sábado, julho 22, 2006

Leituras de Verão

1. Anatomia do Espírito - Caroline Myss; Sinais de Fogo (Colecção Outro Olhar); 2004

2. O Príncipe e a Lavadeira - Nuno Tovar de Lemos, s.j.; Tenacitas; 2005

3. A Nuvem do Não-Saber - Anónimo (Séc. XIV); Assírio & Alvim (Coleccção Teofanias); 2006

O drama de não nos contentarmos com uma única leitura é endemoinharmo-nos no mínimo por três... Nem a cabeça nem o coração têm paz até à última linha, numa corrida contra o tempo. Mas são palavras e palavras e palavras que trarei cá dentro até se organizarem no sentido último que é o meu. Leituras de remoer uma vida inteira.

sábado, junho 10, 2006

Entrega

Bem-aventurados os que choram, porque exultarão de alegria.

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E que alegria essa, meu Senhor, que já podemos sentir a irradiar do nosso interior mesmo no meio da dificuldade, da dor e de todo o sofrimento inerente à nossa passagem.


Leva-me mais longe... Não tenho aqui morada permanente: Leva-me mais longe...


Confio. Confio que não existem caminhos errados quando o fim último é chegar até Ti. Confio nas dúvidas, que me permitem vislumbrar o Teu semblante com maior clareza.
E acredito. Acredito no Cristo, Teu Filho, que na pessoa de Jesus veio para nos anunciar o Teu reino de Amor. Acredito que a Tua Palavra é Verdade Revelada. Desejo que cada um de nós, e eu também, tenha a graça de acreditar neste amor tão grande que nos faz a todos irmãos.


15 de Fevereiro de 2004